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março 28, 2009

Quinoa (Chenopodium quinoa)


É uma semente sem glúten que tem ganho cada vez mais atenção devido ao seu alto valor nutricional (tem 12-15% de proteínas de elevado valor biológico). É considerada um pseudo-cereal pois é utilizada da mesma forma que os cereais, e apresenta um sabor e características nutricionais semelhantes.
É também conhecido como trigo dos Incas, por ter isso usado e venerado por este povo, e cujo ritual de semeio era feito pelo imperador do império Inca com a ajuda de um utensílio de ouro. Cresce em estado selvagem nos maciços dos Andes, até 4.000 metros de altitude e é cultivado há mais de 3000 anos por este povo.

Uso culinário

Refeições principais: Existem diferentes formas de usar este grão. Pode ser cozinhado exactamente da mesma maneira que o arroz, podendo fazer com a quinoa todas as receitas que conhece com arroz. Existem massas que também têm partes de farinha de quinoa.

Pequenas refeições: O seu grão pode ser moído na hora (num moinho de café) e adicionado a batidos ou iogurtes. Também pode ser encontrado sob a forma de flocos, prontos a ser adicionados a uma bebida ou um iogurte. A sua farinha pode ser usada na confecção de pão sem glúten (normalmente associado a outras farinhas sem glúten, sob a forma de tostas (disponíveis no mercado) ou na confecção de diferentes bolachas ou “crepes”. Pode ainda ser consumida sob a forma de leite de quinoa.

Cuidados a ter: A quinoa deve ser lavada antes de ser consumida, para remover compostos anti nutricionais de sabor amargo existentes na camada externa da semente, chamada saponinas (que podem ser tóxicas se consumidas em grandes quantidades).

Millet ( Panicum miliaceum)


É um cereal sem glúten de muito fácil digestão, muito importante na alimentação do homem pré histórico, estima-se que as suas múltiplas variedades sejam utilizadas em África, China, Índia e Rússia.
Uso culinário:

Pequenas refeições: O seu grão pode ser moído na hora (num moinho de café) e adicionado a batidos ou iogurtes. Também pode ser encontrado sob a forma de flocos, prontos a ser adicionados a uma bebida ou um iogurte. A sua farinha pode ser usada na confecção de pão sem glúten (normalmente associado a outras farinhas sem glúten) ou na confecção de diferentes bolachas.

Refeições principais: Existem diferentes formas de usar este grão. Pode ser cozinhado de forma idêntica ao arroz, podendo assim ser usado em pratos quentes ou saladas.

Trigo Sarraceno (Polygonum fagopyrum)

Apesar de ser tratado como um cereal, é na realidade um fruto (que não tem glúten) de um arbusto que se pensa ter sido trazido para a Europa pelos cruzados, após observarem o seu uso pelos povos sarracenos. Também denominado como trigo dos sarracenos ou apenas sarraceno. É muito utilizado na cozinha polaca, russa e judaica.

Uso culinário

Pequenas refeições: O seu grão pode ser moído na hora (num moinho de café) e adicionado a batidos ou iogurtes. A sua farinha pode ser usada na confecção de pão sem glúten (normalmente associado a outras farinhas sem glúten), sob a forma de tostas (disponíveis no mercado) ou na confecção de diferentes bolachas ou “crepes”.

Refeições principais: Existem diferentes formas de usar este grão. Pode ser cozinhado directamente. Existem massas 100% de trigo sarraceno (como o soba) ou massas que também têm partes de trigo sarraceno.

Amaranto (Amaranthus hypochondriacus)


É uma semente sem glúten de muito pequenas dimensões. É considerado um pseudo-cereal pois é utilizado da mesma forma que os cereais, e apresenta um sabor e características nutricionais semelhantes. Originário da América Central, é também conhecido como o alimento dos Astecas, sendo as suas qualidades nutritivas também reputadas pelos Incas e Maias.
Uso culinário:

Refeições principais: pode ser cozinhado adquirindo uma textura muito suave, podendo mesmo assemelhar-se a uma papa quando muito cozido.

Pequenas refeições: O seu grão pode ser moído na hora (num moinho de café) e adicionado a batidos ou iogurtes. Também pode ser encontrado sob a forma de flocos, prontos a ser adicionados a uma bebida ou um iogurte. A sua farinha pode ser usada na confecção de pão sem glúten (normalmente associado a outras farinhas sem glúten) ou em diferentes bolachas.

março 22, 2009

Arroz (Oryza sativa)


É o cereal sem glúten mais usado em todo o mundo. Originário da África e da Ásia, sendo um cereal venerado no oriente, enquanto que no ocidente é usado em rituais de casamento, para desejar felicidades aos noivos.
Pode ser dividido em 2 categorias: grão curto (carolino, castanho, redondo) e grão longo (agulha e basmati). De todo o arroz comercializado, só o arroz integral possui todas as qualidades nutritivas de um alimento equilibrado. Existe no mercado arroz integral de todos os tipos mais comuns. Não contém glúten.

Uso culinário


Pequenas refeições: O seu grão pode ser moído na hora (num moinho de café) e adicionado a batidos ou iogurtes. É um dos principais cereais usado na confecção de pão sem glúten (normalmente associado a outras farinhas sem glúten), sob a forma de tostas e bolachas (disponíveis no mercado) ou na confecção de diferentes biscoitos ou “crepes”. Pode ainda ser consumida sob a forma de leite de arroz.


Refeições principais: Pode ser cozinhado de inúmeras maneiras. Existem massas 100 % de arroz, nomeadamente a massa chinesa.


Dica prática: Quem quer iniciar o consumo de arroz integral mas não se adapta à mudança rápida, pode iniciar com o consumo de arroz semi integral que é parcialmente descascado e de sabor mais suave, passando posteriormente ao arroz integral. O tempo de cozedura varia entre os 20 minutos (semi integral) e os 45 minutos (selvagem). O arroz integral necessita habitualmente de demolho de um dia para o outro, cozendo em 35 minutos ou 25 minutos na panela de pressão.